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  • Dra Flavia do Vale

Biopsia de Vilo Corial

A biópsia de vilo corial, também conhecida como biópsia de vilosidade coriônica (BVC), é um procedimento médico realizado durante a gravidez para coletar uma amostra de tecido da placenta, conhecido como vilosidade coriônica. Isso geralmente é feito no primeiro ou segundo trimestre da gestação, geralmente entre 10 e 13 semanas de gravidez.


A principal finalidade da biópsia de vilo corial é diagnosticar possíveis problemas genéticos ou cromossômicos no feto, como a síndrome de Down, síndrome de Edwards, ou síndrome de Patau. A amostra coletada contém informações genéticas do feto e pode ser examinada para detectar anormalidades cromossômicas.


Este procedimento é realizado de duas maneiras principais:


1. Transabdominal: Nesse método, uma agulha é inserida através da parede abdominal da mãe para coletar a amostra da placenta.


2. Transvaginal: Nesse caso, um tubo fino é inserido na vagina e direcionado até a placenta para a coleta da amostra.


A biópsia de vilo corial é um procedimento invasivo e envolve algum risco, como sangramento ou infecção. Portanto, é geralmente recomendada quando há suspeita de problemas genéticos no feto ou histórico familiar de tais condições. Antes de realizar este procedimento, as gestantes geralmente recebem aconselhamento genético para discutir os riscos e benefícios envolvidos.


A escolha entre a amniocentese e a biópsia de vilo corial depende de vários fatores, incluindo a idade gestacional, a indicação médica e a preferência da gestante. Ambos os procedimentos têm seus próprios riscos e benefícios. Aqui estão algumas considerações:


Amniocentese:


  1. Momento: Geralmente realizada entre as 15 e 20 semanas de gravidez, mais tarde que a biópsia de vilo corial.

  2. Coleta de amostra: Através da inserção de uma agulha na bolsa amniótica para coletar líquido amniótico.

  3. Objetivos: É frequentemente usada para diagnosticar problemas genéticos, como síndrome de Down, e também para detectar infecções e problemas com os pulmões do feto.

  4. Risco: Menos risco de aborto espontâneo em comparação com a biópsia de vilo corial.

  5. Resultado do exame: leva em média 14 dias pra ficar pronto


Biópsia de Vilo Corial:


  1. Momento: Realizada mais cedo, geralmente entre 10 e 13 semanas de gravidez.

  2. Coleta de amostra: Uma amostra de vilosidade coriônica da placenta é coletada, geralmente por meio de uma agulha inserida no abdômen ou pela vagina.

  3. Objetivos: Diagnosticar problemas genéticos e cromossômicos no feto.

  4. Risco: Ligeiramente maior risco de aborto espontâneo em comparação com a amniocentese.

  5. Resultado do exame: fica pronto em 48 horas.


A decisão sobre qual método é melhor depende das necessidades específicas da gestante e da recomendação do médico. A amniocentese é geralmente preferida quando o principal objetivo é diagnosticar problemas genéticos em um estágio posterior da gravidez, enquanto a biópsia de vilo corial é uma opção se o diagnóstico precoce for necessário. Em qualquer caso, é importante discutir as opções com um profissional de saúde, considerar os riscos e benefícios, e tomar uma decisão informada.


Como é realizado o procedimento de biópsia de vilo corial?


  1. Preparação: A gestante é geralmente deitada de costas em uma mesa de exame em uma sala de procedimento. O médico irá desinfetar e limpar a área abdominal ou vaginal, dependendo do método de coleta a ser usado.

  2. Localização da placenta: Usando ultrassom, o médico localiza a placenta e o feto para determinar a melhor área para coletar a amostra.

  3. É realizada uma anestesia local com lidocaína no trajeto onde passará a agulha para coleta do material. Essa costuma ser a parte mais desconfortável por arder um pouco.

  4. Escolha do método: O médico escolherá entre a biópsia transabdominal ou transvaginal, dependendo da localização da placenta e da posição do feto.


   a. Biópsia transabdominal: Nesse método, uma agulha é inserida na parede abdominal da mãe até a placenta para coletar a amostra.


   b. Biópsia transvaginal: Nesse método, um tubo fino é inserido na vagina e direcionado até a placenta para a coleta da amostra.


  1. Coleta da amostra: Uma vez que a agulha ou o tubo atinge a placenta, realiza-se movimentos de vai e vem com a agulha para que uma pequena quantidade de tecido das vilosidades coriônicas seja aspirada e coletada em uma seringa ou tubo de ensaio.

  2. Encerramento do procedimento: Após a coleta da amostra, a agulha ou o tubo é removido. A gestante é monitorada por um curto período para garantir que não haja complicações imediatas.

  3. Avaliação da amostra: A amostra coletada é enviada para um laboratório especializado, onde é analisada para identificar quaisquer anormalidades genéticas ou cromossômicas no feto.


O procedimento em si é relativamente rápido, geralmente levando 15 a 30 minutos. Após a biópsia de vilo corial, a gestante pode experimentar algum desconforto ou leve sangramento. É importante seguir as instruções do médico quanto ao repouso e atividade após o procedimento.


Como a biópsia de vilo corial é um procedimento invasivo que envolve riscos, é fundamental discuti-lo detalhadamente com o médico e considerar os benefícios e riscos antes de tomar uma decisão informada sobre a sua realização.



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